segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Que complicado!
Entender todos e não conseguir se entender.
Fácil escutar e difícil dizer;
simples agir, difícil descrever.
Uma revolução dentro de um coração,uma guerra na mente em busca de própria compreensão.
Sou o que o silêncio exibe, um livro sem título.
Eu preciso de sintônia pra conseguir contar as dores.
São tantos caminhos e vontade de escolher todos eles.
Difícil,complicado.

Mas me leia nas entrelinhas,sou inconstante,mas não existe nada que não se possa dar um jeito.
e me desculpe por esse meu relato.
'Quero andar sem tropeçar,
mas caso eu desmaiar
Toma conta de mim, que "mim" vai precisar
O meu cansaço não me deixa mais pensar.


Mais um dia se passou e as coisas começaram a mudar. Umas duas horas de sono, um pouco mais de comida e só. Acordar ainda continua deprimente, pois quando abro os olhos todas aquelas dores voltam, parece que não vou aguentar.
Me levanto mas não quero, basta um minuto que eu tenha completo silêncio pra minha alma começar a gritar. Ontem a noite a minha mais pura e verdadeira vontade era de sumir, ou então ter amnésia, pois assim eu poderia fugir de todos os problemas. COVARDIA!

Escrevo porque é a única forma que encontrei de aliviar um pouco minha alma, mas não posso escrever o dia todo. Não consigo entender porque as coisas tomaram essa proporção, não consigo aceitar o que causei na vida daquele garoto! É como se eu não estivesse mais viva, eu fui enterrada sem ao menos dizer adeus e agora eu estou sufocando. Parece dramático, mas é como me sinto. Estou sufocada, meu coração dói, eu não quero sorrir, mas todos os outros me pedem isso. Eu só quero um pouco de paz! E ainda não há ninguém que possa me desenterrar. E só estou assim por saber o que eu nada representava esse tempo todo.

Eu quero que tudo isso acabe logo, e eu ainda não vou desistir. Se houver um ponto final, quero colocá-lo junto. Não quero nada imposto a mim, afinal também é minha história. E quando acordo começo a pensar em tudo que vou falar quando vê-lo novamente, isto é, se eu tiver a chance de falar. Começo a ensaiar meu fúnebre discurso, mas nunca consigo terminá-lo, meu peito começa a doer, e doer muito; o ar começa me faltar e eu tenho que encerrar. O amor já foi assassinado, talvez eu também esteja mesmo morrendo. Só não quero chegar lá na frente e me arrepender por não ter tentado mais uma vez! Quero continuar essa porra de vida dignamente, porque eu sei que por mais que ainda doa, vai passar. Já passou outras vezes, foi assim com os outros também e não há dor que o tempo não seja capaz de apagar.
De algumas pessoas que passam em nossas vidas ficam saudades, outras eternizamos como as melhores e de outras restam infelizmente mágoas. Acho que já sei qual será o sentimento que ficará disso tudo, mas eu tenho que falar; e nenhuma dor vai me impedir, mesmo sendo a garota covarde.
E depois de tentar mais uma vez, saberei qual será o melhor caminho a ser tomado. Se a distância for o diagnóstico acatarei. Agora nos falta maturidade, nos falta coragem, nos falta compreensão, nos falta entendimento e nos falta o principal, aquele que um dia existiu, nos falta AMOR!

Éramos duas crianças que procuravam por um brinquedo, com medo de ficar sozinhas.

domingo, 12 de setembro de 2010

Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Dessa vez estou escrevendo na tentativa de salvar MESMO a minha própria vida.

O que você pode fazer de tão errado pra que as coisas desmoronem de uma só vez? 
Essa é a pergunta que mais grita dentro de mim todos os segundos. Em um dia tudo está bem, ou sei lá você tenta acreditar que está e depois você simplesmente passa a não existir. Você simplesmente vira o pior pesadelo da vida de alguém, você é simplesmente apagada. Mas como apagar tudo que foi vivido?
Como apagar os sorrisos? Como apagar os momentos? Como apagar as conversas? Como apagar os abraços?  Como apagar o sentimento?

Justo você que sempre teve tanto medo de falar o que sentia, justo você que esperava que o tempo fosse a melhor das respostas, justo você que não pedia nada em troca, mas apenas queria alguém ali. Justo você que passava horas e horas pensando no que fazer pra deixá-lo feliz, justo você que sorria apenas por ter passado minutos ao lado dele, justo você que fazia do seu dia o melhor, apenas por estar com ele. Justo VOCÊ!

E de repente um buraco se abre, e você cai ... cai ... cai, e não há ninguém pra te salvar. Ninguém consegue tirar essa dor que não quer passar, ninguém está lá pra te mostrar uma saída, NINGUÉM.
Mas você ainda tem problemas reais, você tem uma faculdade que exige de você tudo, você tem um trabalho que embora não seja seu ideal, te querem como a melhor pessoa, com o melhor sorriso e com os menores problemas. Você tem contas a serem pagas, você tem seu inglês que não é mais de escola. Você tem uma vida, que embora esteja sendo SOBREVIVIDA, não pode parar. 

Sim você tem um mundo que não é mais seu, você tem um coração atormentado em dores, você não tem mais sono, você não consegue mais dormir, você não tem mais fome, você não tem mais vontade de levantar da cama, você não tem mais vontade de continuar; mas ainda você tem que sorrir! e mostrar ao mundo que você está aqui, que você está ótima e que sua vida é perfeita[bobagem].

Talvez você nunca tenha compreendido TANTO a intensidade da frase "Sorrir, mesmo quando o coração chora".

E mesmo com tudo isso você sabe que ainda não é o fim; e que por mais que doa, não vai te vencer, ele não vai te vencer e isso não faz parte dos seus problemas reais, embora doa mais e exiga muito mais de você !
Ele não chora por você, ele não deixa de dormir por você, ele consegue comer, ele trabalha, ele estuda e é sempre o melhor. Ele nunca fez nada por você e porque faria?
Você nunca existiu pra ele.

"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas". 
 


terça-feira, 7 de setembro de 2010



Chega um tempo que a operação de uma máquina torna-se tão odiosa  
 Faz tão mal ao coração que você não pode fazer parte. É impossível pensar em fazer parte disso. Então, é preciso jogar seus corpos contra as engrenagens, contra os mecanismos, contra as manivelas, contra todo o aparato. E é preciso fazê-lo parar!

...


Blog abandonado, vida corrida, coração confuso e nota baixa na prova de fisiologia. É assim que estou vivendo estes dias. Confesso que fiquei chateada por muitas coisas que aconteceram nesta semana que passou, mas finalmente entendi que talvez as coisas aconteçam mesmo na sua hora e que não devemos esperar reconhecimento de ninguém, afinal as coisas boas nunca serão lembradas. Somos seres humanos proibidos de errar, máquinas involuntárias quase perfeitas.

Agora as coisas estão um pouco melhores, embora ainda esteja fazendo dos meus minutos um sadomasoquismo medonho. Estou perdendo minha vida, as horas estão passando rápido demais. Não me lembro do último dia que vi o sol se pondo, e até já me esqueci como é viver e lutar por coisas que realmente almejo. Questiono-me sobre onde deixei aqueles sonhos que tinha. Busco constantemente e sem forças coisas que me dêem prazer, mas não as encontro. Sinto a falta de alguém que nunca tive, daquela pessoa que olhe nos meus olhos e deixe-me sentir que sou a pessoa mais importante, aquela pessoa que simplesmente me abrace quando eu estiver triste e deite ao meu lado sem falar nada. Gostaria de um amor que fosse meu amigo, que fizesse das brincadeiras mais imbecis os melhores momentos. Busco sem querer buscar uma pessoa que me complete, que me escute blasfemar contra todas as coisas ruins e que me escute depois de um dia estressante de trabalho. Quero uma pessoa que esteja comigo até sermos uma só alma. Quero uma pessoa que não minta, mas que confie em mim ao ponto de me deixar ser parte da sua história. Quero construir uma nova história.

Mas estou cansada de esperar a minha vez, se eu pudesse encerraria minha busca pelo fogo, pela verdade, pelo amor, pelos meus desejos.

E depois de ler tudo isso que acabo de escrever, me espanto. Não, não estou apaixonada; é só mais um desabafo iguais aqueles quando éramos crianças e esperávamos o príncipe encantado no cavalo branco,só me faltou um “Querido Diário”.

terça-feira, 20 de julho de 2010

- sujeição.

Em relação a 14/07/2010.

Depois de um bom tempo sem passar por aqui, volto com minhas velhas dores. "Hoje" 14/07/2010 faz exatamente um mês que estou trabalhando no Burger King do Rio Preto Shopping. Putz, 1 mês! nem sei como eu aguentei todo esse tempo. 30 dias da minha vida sem vida, sem amigos, sem sonhos, sem expectativas. E "hoje" pela tarde estive pensando na redação que fiz para ser admitida no emprego; belos clichês, com aquela velha história de ser uma garota esforçada, que não desiste dos sonhos e que almeja sempre mais e mais. "Hoje", mais que de repente procurei por essa garota e descobri que ela não existe mais. Em toda minha vida fui matando tudo o que eu mais precisava, matei alguns amigos, feri outros eternamente, deixei marcas no coração de um pai que nem existe mais, estou matando lentamente minha mãe e afastei de mim as pessoas que mais me faziam bem.
E assim com 1 mês de muitas coisas acontecidas e muitas outras acontecendo resolvi desabafar sobre como estamos sujeitos à tantas coisas todos os dias. Ao sairmos de casa estamos sujeitos a conhecer alguém especial, talvez seja até aquela pessoa que por tanto tempo esperamos. Estamos sujeitos a muitos sorrisos como também muitos olhares inexpressivos. Estamos sujeitos a presenciar um acidente, ou até mesmo vivenciar um. "Hoje" em 1 mês de quase vida, alguma coisa eu precisava aprender, e mais uma lição me foi enviada por Deus. Aprendi que ESTOU SUJEITA a passar por todas as coisas do mundo e que preciso ter força e discernimento para aceitá-las ou enfrentá-las. Aprendi que independente que aconteça comigo todas as coisas ruins, eu preciso é de coragem pra superar e humanidade acima de tudo.
"Hoje" foi me dado 86400 segundos onde eu poderia ter feito tudo diferente. Poderia ter dito a minha mãe 'AMOVOCÊ', poderia ter ficado mais quieta e ter ouvido mais, poderia ter simplesmente esperado pelo momento certo, ou pelo melhor momento. Com a minha ignorância feri mais uma pessoa que eu precisava e afastei mais um amigo do meu mundo. Talvez alguém como eu, não precise mesmo de pessoas boas; acho que mereço é apenas ficar sozinha. Parece emotivo, quase cômico se não fosse trágico, mas a verdade é que hoje por não saber esperar, por não me calar machuquei alguém, e o fato é que eu não quero mais ferir ninguém.
Como disseram por aí:
"Amanhã tenho um dia inteiramente novo pela frente e só cabe a mim fazer dele maravilhoso. Amanhã quando eu me levantar, eu decido se continuo reclamando da vida e dos mesmos problemas ou se coloco um sorriso no rosto e passo-o adiante".
E assim, pro dia de amanhã só espero ser mais humana em todas as atitudes que eu tomar e lembrar que sempre por trás de cada carcaça que cruzar meu caminho, ainda existe um coração.


Em relação a 19/07/2010.

Mais 5 dias de passaram! Quase uma semana da minha nova vida cheia de sujeições e nenhuma mudança. Não sei ao certo falar se fui mais humana nestes dias e nem se tentei ser, não sei se eu consegui mudar algo com o que aprendi, mas de uma coisa eu tenho certeza ... meus pensamentos mudaram demais! Estou cansando facilmente de pessoas, elas não fornecem grandes feitos mais em minha vida e deixo todas livres, se um dia voltarem é porque sempre foram minhas, se não, é sinal de que nunca me pertenceram. E é assim mesmo, desse mesmo modo, curto e grosseiro. Deixo todos meus amores livres e não busco mais respostas. Um dia a vida me devolverá tudo isso que estou deixando aqui! Talvez eu perca muito, mas chegou a hora da liberdade.
E hoje tive minha primeira resposta!
Aquela pessoa que magoei lá atrás me deu mais uma chance, e com um beijo no rosto tive de volta parte de mim. Hoje olhos falaram comigo e o coração falou bem mais alto que qualquer palavra não pronunciada.

Sou diferente de 5 dias atrás. Permito liberdade e deixo que outras pessoas descubram como lidar com suas sujeições.

domingo, 20 de junho de 2010

Na verdade eu tenho tanta coisa pra postar, tantas idéias, tantas coisas acontecendo que não deveria me apegar a detalhes tão pequenos e de pequena importância. A questão é que só eu decido o que quero falar e talvez isso seja algo que eu precise expor.
Há mais ou menos uma semana desisti e abri mão mais uma vez de parte das minhas confusões, acho que uma das piores coisas da vida é a indiferença e a falta de reconhecimento.
Me deparei fortemente elas; fiz de tudo para deixar de ser invisível, e não consegui. Durante uma semana fiquei bem, sem sofrimentos e sem dores! Entretanto, uma hora ou outra a gente se depara com o aquilo que mais queremos fugir e não da pra fugir de tudo, isso é pras pessoas covardes!
Hoje não tive como fugir. Achei que seria mais difícil, mas não, foi tranquilo, embora eu achasse que já tivesse superado.
Realmente nada melhor que dia após dia, assim como eu disse na postagem anterior aos poucos você se tornará alguém insignificante, e assim está sendo. Só que ainda estou um pouco confusa! Não sei na verdade o que quero, não sei na verdade como será quando você sair completamente da minha vida, e pode ter certeza que você está saindo, e falta muito pouco! Só tenho medo de como ficará minha vida depois de você, tenho medo dela ficar um pouco vazia novamente; pois é você que me completava, mesmo sem saber. Em você encontrei um sentido diferente, encontrei mais que um amigo, encontrei em você um motivo pra sorrir sem forçação, encontrei em você um alento, a paz que procurei tanto tempo. Mesmo com tudo isso você não soube me fazer tão bem, você conseguiu que as coisas ruins superassem todas as boas, você me deixou na invisibilidade e não quero mais ser transparente!O fato é que nem sei porque estou falando todas essas bobeiras aqui, eu nem tenho uma idéia concreta pra discorrer sobre ela, eu só estou confusa! Eu sei que o TEMPO será capaz de me trazer todas as respostas que preciso e que sei que vou encontrá-las!


Até lá estarei me livrando de você ...


Vai sim, vai ser sempre assim
A sua falta vai me incomodar,
E quando eu não agüentar mais
Vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.
Vai sim, vai ser sempre assim,
Um pra cada lado, como você quis
E eu vou me acostumar,
Quem sabe até gostar de mim.
Mesmo que eu tenha que mudar
Móveis e lembranças do lugar,
O meu olhar ainda vê o seu
Me devorando bem devagar.
Vem, que eu ainda quero, vem.
Quando menos espero a saudade vem
E me dá essa vontade, vem
Que eu ainda sinto frio
Sem você é tudo tão vazio
Vem me dar essa vontade,
Vem que esse amor ainda é meu.
Troco todos os meus planos por um beijo seu
E essa noite pode terminar bem




"Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

18/06/2005, esse dia eu jamais esquecerei!

E agora 05 anos depois ainda estou aqui, procurando a paz que me tiraram e aprendendo a caminhar dia a dia com tudo que me sobrou.
Tê-lo comigo novamente, poder abraçá-lo, sentir o seu cheiro e te chamar de pai são mais algumas vontades que ficaram pra traz.



Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê.

Pai
Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você

terça-feira, 15 de junho de 2010

Insignificante.


O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
(Martha Medeiros)


Na verdade eu nem tenho muito o que falar depois de um texto maravilhoso como este! Talvez o título que eu tenha usado na minha postagem não seja totalmente sincero, talvez hoje você ainda não seja um insignificante, mas pode ter certeza que amanhã é outro dia.

sábado, 12 de junho de 2010

Junho, um mês que se eu pudesse arrancaria do meu calendário e da minha vida.
Não tenho boas recordações desse mês! Nele perdi a pessoa mais importante da minha vida, nele vi a pessoa que eu mais amava ir embora sem saber que era a última vez que eu a veria.

É o mês dos apaixonados pra quase todo mundo, porém, pra mim é apenas o mês das más lembranças, o mês de chorar todos os dias, o mês de saber que realmente o tempo às vezes parece traiçoeiro. Muitos olhos choram de alegria, o meu ainda chora de luto. Chora pela dor!


Mas este ainda não é o enfoque do meu post! Me perdoem, não é sobre junho que vim falar aqui, contudo não consigo não falar, este é um assunto que não sai da minha mente, não me abandona um minuto sequer!
Quero falar do amor!Sentimento mais contraditório este, tão forte e tão bobo.
Amor aquele de Jesus em se entregar em uma cruz por uma humanidade desprezível, amor aquele de uma mãe que chora a morte de um filho, ou talvez dois. Amor de um recém casado, amor de um recém nascido, amor de um amigo, amor eterno, amor de uma filha, amor de décadas. É isso, AMOR!

Como é tola as mentes que vêem que amor seja apenas homem e mulher, corpo e desejo, mente e sexo, traíção e dor. Amor é muito mais que isso! Amor é você doar um órgão a uma pessoa que não conhece, amor é você salvar uma criança que está morrendo de fome, amor é você fazer alguém sorrir quando seu coração está chorando, amor é dar um abraço e dizer eu te amo com toda sinceridade do mundo, amor é curvar-se e agradecer à Deus por tudo sem nunca tê-lo visto, amor é você dar comida a quem tem fome, é você dar um abrigo a quem tem frio, amor é você não enxergar as pessoas por seus exteriores, mas sim ser capaz de ver o que há bem lá no fundo. Amor é mais do que vende o dia dos namorados, é mais do que eles querem que você acredite, é mais do que você ganhar um presente e ser a pessoa mais feliz do mundo em um dia e no outro ser deixada sem nenhuma explicação. Amor não é infidelidade, amor não é sua aliança na mão direita, amor não é seu status de namorando no orkut, amor não é um eu te amo a cada minuto! Eu te amo NÃO diz tudo! e hoje virou uma frase tão comum ...
Amor é um sentimento que eu ainda não sei descrever, não consigo vivenciar, não consigo explicar. Acho ainda que ele não deva ser explicado, não deva ser decifrado. Amor é amor, basta sentir e pronto.Que seja amor entre você e ele, mas que SINTA amor quando olhar nas mãos calejadas da sua mãe, nos olhos cansados dos seus avós! Que SINTA amor quando perdoar alguém, que sinta amor quando ajudar alguém. Seja amor, contudo sinta amor!

E quanto ao amor e a dor!?

Bem, eles também caminham juntos. O amor também dói! Só não dói mais que a saudade. Dói não ter havido tanto tempo para amar, ou não ter aproveitado o tempo que se tinha. Dói. Mas que sempre exista amor. Ás vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão nos deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isto: saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança.

E que exista amor na esperança. Que você espere por um dia onde tudo será diferente, e realmente o amor vença no final. Esperança de que um dia todas as coisas ruins que acompanham o amor não existam mais; e que reste apenas amor, pois sei que onde ele estiver, ali também estará Deus.

Junho talvez seja o mês que me falte amor! me falte entendimento, me falte fé, me falte palavras e me falte explicações. Só que eu sei que tudo isso vai passar!E quando passar que apenas Deus se sobressaia! E que com Ele venha muito AMOR! Talvez meu final feliz não inclua mesmo um cara incrível, mas inclua uma vida fascinante!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sobre eu e mim mesma.

Há alguns dias estive pensando em quem sou eu! Comecei com estes pensamentos por causa do perfil do orkut, que constantemente aparece atualizado, mas nunca me mostra quem realmente são aquelas pessoas. Vejo apenas frases prontas que foram retiradas de alguma música, ou copiadas de Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Drummond e por aí vai ... isso não é uma crítica, é apenas uma observação! afinal meu orkut também traz um perfil que não é meu! E quem são esses Fernandos, Clarices e Carlos?
Não sei. Não sei ao menos quem sou eu.
Vejamos ...
Em breve terei 20 anos e mais nada. Não tenho habilitação, não tenho carro e nem tenho bicicleta. Não tenho dinheiro, não bem falo inglês, não sou inteligente. Não tenho namorado nem tenho muitos AMIGOS. Não gosto de leite. Não tenho pai e não tenho paz. Não gosto de ironia e detesto pessoas falsas. Não sou feliz, mas isso não me surpreende mais! Não suporto a idéia de morte. Não sei esperar, mas espero o dia em que tudo isso vai mudar. Não gosto de acordar cedo e também não gosto de pudim. No entanto, minha vida não é apenas feita de ''nãos'', sei dizer sim há algumas coisas. Não tenho religião mas acredito em Deus. É pra Ele meu primeiro sim. Tenho certeza de que um dia poderei abraçar meu pai novamente e acredito que ele nunca me abandonou nesses últimos 5 anos. Gosto de azul e preto. Gosto das estrelas, admiro sua capacidade de brilhar. Gosto de quiabo e chuchu. Prefiro creme de leite e amo orquídeas. Gosto do meu signo, acho realmente que tenho muito dele, afinal um pequeno escorpião pode causar grandes danos.
Gosto de filmes de terror e tenho medo do escuro. Amo italiano e também meus sobrinhos. Gosto de bolsas, bijuterias e de cabelos compridos. Gosto de frango e de leite ninho. Gosto de ficar sozinha, mas tenho medo de ficar sozinha pra sempre!
Gosto de alface, mas com o tempero da minha mãe. Não resisto à um sorriso de uma criança.
Gosto dos idosos, mas ainda tenho que aprender muitas coisas sobre eles. Adoro cachorros e gatos, só que acho tão fofo os coelhos. Gosto de teclado e bateria.
Se eu pudesse escolher um poder eu leria o pensamento das pessoas. Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria me despedido e teria dito "EU TE AMO". Se eu pudesse dominar um sentimento seria a amizade e se eu pudesse impedir alguém da morte, jamais permitiria que meu pai saísse de casa naquele dia. Se eu tivesse esse aprendizado antigamente eu teria aproveitado mais. Se eu tivesse mais uma chance, daria o abraço mais forte. Se eu soubesse o que o futuro me reserva talvez agora eu erraria menos, ou erraria mais.
Movo minha vida com medos, dores, feridas e fé. Vivo tão pouco e sei que um dia o tempo me cobrará tudo isso. Já fui guerreira, mas hoje não sou nem metade disso. Faço faculdade de enfermagem e nem sei se tenho capacidade para tanto. Estagnei no tempo e parece que as horas passam em vão. Só me apaixonei de verdade uma única vez e sofri por quase 04 anos. Acho que talvez tenham começado aí minhas quedas. Desisti e me fechei.
[Claramente a palavra que me define é CONFUSÃO.]
Quero dar o nome do meu pai ao meu filho e sou doadora de órgãos. Tenho trauma de agulha e tenho medo de doar sangue. Queria ajudar as pessoas e acabar com todas essas dores que muitos sustentam. Não queria ser Deus! Odeio injustiça e ficaria muito desapontada me doando para uma humanidade que ridiculariza meu nome. Tenho fobia de barata e odeio qualquer tipo de artrópode. Não gosto de borboletas, mas admiro como passam por mudanças e são espetacularmente lindas e coloridas.
Se eu tivesse nascido há uns 40 ou 50 anos, acho que teria sido uma pessoa totalmente imprudente. Gosto de coca-cola e suco de cajú e enlouqueceria se perdesse algumas pessoas da minha vida. Gosto de pessoas inteligentes, mas sobretudo humildes. Sou altamente bipolar e alterno meu humor em questão de segundos.
Eu preciso de um abraço e de um sorriso, eu almejo dias melhores e pro dia de amanhã espero apenas vencê-lo. Queria minha mãe pra sempre! mas o pra sempre, sempre acaba.
Ainda não sei quem sou eu, por enquanto continuarei com meus trechos de músicas e poemas no perfil do orkut. São nesses fragmentos que atualmente me encontro. Quem sabe um dia eu conheça essas pessoas e deixe elas me conhecerem verdadeiramente!



"Não sou das mais otimistas, assumo. Bem que já tentei, mas não consigo. Otimismo é virtude difícil, rara. Oscilo muito... e às vezes desanimo com certa facilidade. Também canso, me decepciono, me iludo. Conheço bem a frustração. Não estou sempre bem. Não trago sempre um sorriso. Não correspondo sempre todas as expectativas sobre mim. Produzo aquém do que considero meu verdadeiro potencial. Chego aos resultados questionando-me sobre sua validade. Há dias em que não desejo levantar da cama. Já pensei (e não poucas vezes) em jogar tudo para o alto. Erro mais que acerto, julgo equivocadamente, me arrependo, me defendo, não me compreendo."